Entrevista com CNB Takeshi

Confira as expectativas do CNB para as finais da Liga Brasileira e a opinião do Capitão sobre a vinda dos coreanos para o Brasil.
No próximo sábado começa a ser disputada a fase final da Liga Brasileira - Série dos Campeões, com os duelos entre CNB e-Sports vs paiN Gaming e Keyd Stars vs KaBuM! e-Sports, e hoje trazemos, em parceria com o portal internacional GosuGamers, um bate-papo que tivemos com Murilo "Takeshi" Alves, o Capitão e Mid Laner dos atuais campeões sul-americanos de League of Legends.
Na entrevista o Capitão fala sobre as suas e também as expectativas de seu time para os playoffs da liga, analisa a performance do CNB e-Sports e dá o seus pitacos sobre a chegada dos quatros coreanos e como eles podem ajudar na evolução de nosso cenário.

No último ano o seu time teve um bom desempenho. O CNB e-Sports foi o time que mais subiu ao pódio de torneios importantes e o segundo que mais ganhou medalhas de ouro e arrecadou dinheiro através das premiações. Os números mostram que o ano de 2013 foi ótimo para o time. Vocês possuem essa mesma visão? Como você, como capitão, analisa a campanha do CNB na última temporada
CNB Takeshi: Os números foram muito importantes para a gente no ano passado. Nós conseguimos mostrar, de regularmente, que o CNB era a segunda melhor equipe do cenário. Se não me engano, das quatorze finais que ocorreram no ano passado, nós disputamos treze. Na minha opnião, no ano passado nos faltou experiência em ligar com a derrota já que sempre que estávamos em uma final e perdíamos o primeiro jogo, não conseguíamos manter a cabeça no lugar e continuar jogando a série da melhor maneira possível
O CNB disputou as finais dos principais torneios do ano passado, porém só saiu vitorioso em um: o Desafio Internacional, o primeiro campeonato que contou com a presença das equipes brasileiras e também latino-americanas juntas. Se fosse possível voltar no tempo, você faria algo de diferente em algum(s) campeonato(s)? Se sim, em qual e o quê?
CNB Takeshi: É difícil olhar pra trás e tentar mudar algo que já foi feito. Acho que se chegamos a tantas finais e perdemos a grande maioria foram muitas vezes por motivos diferentes, mas graças as derrotas, hoje, o nosso time é um dos mais experientes do cenário e não se deixa mais abalar tão facilmente. Mas se eu pudesse voltar no tempo, eu tentaria ser mais paciente e não tomar aquele "camp" que tomei do SirT na final do CBLoL. haha.
O seu time foi contratado pelo CNB em meados do ano passado e durante todo o ano vocês fizeram apenas uma modificação - a entrada de Rodrigo “Draek” Oliveira. Por conta disso o CNB foi considerado como o time mais estável entre todos. Mas em 2014, mais precisamente após o Desafio Global São Paulo, a equipe mudou bastante com as saídas de DRAEK e Danagorn, a ida de Manajj para o banco e também as contratações de Revolta e esA - este dispensado algumas semanas depois. Toda essa reformulação teve como causa o baixo rendimento da equipe no classificatório para a IEM ou a organização percebeu que a hora de mudar por tudo o que estava acontecendo na época?
CNB Takeshi: As mudanças realizadas na equipe não tiveram ligação direta com o resultado que tivemos na IEM, até porque sabíamos que seria difícil ganhar da Millenium logo de cara. A reformulação foi por conta de termos sentido a necessidade de dar "um passo pra trás pra podermos dar dois para frente". Acredito que realizar uma modificação em uma formação seja algo pra ser feito bem no último caso. Queríamos mais seriedade, mais vontade de vencer no time e não víamos o perfil dos outros jogadores se encaixando nesses "requisitos, tendo assim que fazer essas mudanças pensando no futuro.
A sua equipe terminou a Liga Brasileira em segundo lugar, com 70% de aproveitamento (14 vitórias e 6 derrotas) e sem perder uma Bo2. Esse bom desempenho era esperado? Você acha que em certos jogos sua equipe poderia ter sido melhor? Se sim, qual?
CNB Takeshi: Desde o começo da liga nossa mentalidade era brigar pelo primeiro lugar. Não consideramos o nosso desempenho bom. Acho que foi regular já que acabamos empatando muito mais jogos do que deveríamos. Vejo que poderíamos ter saído melhor contra todas as outras equipes que empatamos, mas em especial contra o AWP já que ganhamos por duas vezes o primeiro jogo deles e acabavamos deixando eles empatarem.

Analisando a campanha do CNB e-Sports nós podemos ver que o seu time foi o que teve melhor desempenho contra a Keyd Stars e paiN Gaming (já com os coreanos). Vocês aprenderam a jogar contra eles. Na sua opinião o que falta para o seu time ganhar deles em uma Bo2 e Bo3?
CNB Takeshi: Sim, nós aprendemos a jogar contra a Keyd e contra a paiN. Mesmo nós tendo jogado poucas vezes contra a paiN conseguimos ver como é o estilo de jogo deles. Pra conseguir sair com a vitória contra eles, temos que ter uma estratégia melhor que as das deles em todos os jogos de uma BO3 ou até mesmo uma BO5.
Nesse final de semana o CNB irá jogar contra a paiN na semifinal da Liga Brasileira. Esse jogo será a reedição das finais dos principais torneios do ano passado: CBLoL e Desafio Internacional. Quais são as expectativas do seu time para esse confronto? E para você quais são os pontos fortes desse adversário?
CNB Takeshi: As expectativas para todas as partidas são sempre vencê-las. Queremos que o final de semana chegue o mais rápido possível para que possamos jogar, CNB e paiN foram os dois grandes times de 2013 no nosso cenário e sempre é bom jogar este clássico. O ponto forte da paiN, hoje, é a sua movimentação para puxar torres. Com a chegada dos coreanos eles mudaram bastante o seu próprio estilo de jogo e estão bem mais fortes.

Como está a preparação do CNB para os playoffs? Existem erros que ainda precisam ser corrigidos?
CNB Takeshi: Estamos nos preparando bastante para essa etapa da liga. Sabemos que qualquer erro básico pode custar um jogo e até mesmo o campeonato. Ainda existem, sim, erros mas estamos minimizando eles o máximo possivel para chegarmos no campeonato no nosso maior potencial.
O cenário brasileiro mudou bastante nesse ano, principalmente após a disputa do Desafio Global São Paulo. Não teremos só uma mas como duas ligas de pontos corridos. Além disso os grandes times investiram ainda mais na infraestrutura para os seus jogadores e, sobretudo, realizaram grandes mudanças em suas formações, contratando até jogadores estrangeiros. Por conta disso tudo, na sua opinião, já chegamos no mesmo patamar dos cenários estrangeiros, em especial norte-americano e europeu? Se não, o que ainda precisa ser feito por aqui?
CNB Takeshi: Acho que o nível do nosso cenário evoluiu bastante no decorrer deste ano e a vinda dos estrangeiros com certeza melhorou o nível do nosso cenário. Se chegamos ao patamar dos estrangeiros, acho que ainda não. Na minha opinião, o cenário estrangeiro está na nossa frente até por questão de ter uma maior quantidade de time, o que não acontece no Brasil já que temos uma qualidade boa entre os times do tier 1 mas o nível entre o tier 1 e o tier 2 ainda é muito grande.
Falando em jogadores estrangeiros, nesse ano ganhamos o reforço de quatro sul-coreanos. Eles trouxeram consigo um nível diferenciado de habilidade, um estilo de jogo diferente e também de competitivdade, além de experiência internacional (no caso do SuNo) e em ligas de pontos corridos. Com a ajuda desses jogadores, e com tudo o que eles trouxeram junto, poderemos ver as nossas equipes conseguindo bons resultados em torneios internacionais, até mesmo o Mundial, e não mais o que aconteceu na IEM São Paulo?
CNB Takeshi: Com certeza a vinda dos sul coreanos ajudaram bastante os times aqui do Brasil em nivel internacional. Acho que na próxima competição internacional que contar com a participação de times brasileiros poderemos surpreender muita gente com a nossa evolução. Este ano acho que iremos ver um time brasileiro jogando o mundial.

A sua equipe já jogou bastante contra os jogadores coreanos, tanto em treinos como também em torneios. Por tudo isso, você poderia fazer um breve resumo sobre o que você acha ser os pontos fortos de SuNo, Winged, Lactea e Olleh? E, na sua opinião, qual dupla pode fazer mais diferença para seu respectivo time?
CNB Takeshi: SuNo, durante a laning phase, consegue aproveitar o máximo possível dos menores dos erros do seu oponente e tem uma das melhores teamfights entre os Mid Laner
Winged raramente perde tempo naquilo que ele vai fazer, é bem inteligente e na maiorias das vezes está no lugar certo.
Sobre o Olleh e Lactea, eu joguei pouco contra eles para ter uma opnião certa, mas são ótimos jogadores e já mostraram que tem estilos bem diferentes daquele que estavamos acostumados.
Acho que a dupla que pode mais fazer diferença para seu respectivo time é SuNo e Winged por questão de serem Mid e Jungler e terem mais impacto no mapa mais cedo durante o jogo do que o Olleh e Lactea, que são Top e Support.
Para finalizarmos, eu gostaria de agradecer pela oportunidade de entrevitá-lo e avisar que esse espaço é totalmente seu!
CNB Takeshi: Gostaria de agradecer a TEAMPLAY pela entrevista e agradecer a todos os fãs da nossa equipe. Estamos fazendo de tudo possível para irmos bem nesta etapa da liga, em Fortaleza, onde contamos ainda mais com a torcida de todos vocês. Além disso agradecer também a direção do CNB e-Sports Club e a todos os nossos patrocinadores (X5 Computadores, CoolerMaster, NVIDIA, Avell, PHILIPS e HyperX)
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| Top Laner | Whesley "Leko" Holler | STREAM | |||||||
| Jungler | Gabriel "Revolta" Henud | STREAM | |||||||
| Mid Laner | Murilo "takeshi" Alves | STREAM | |||||||
| AD Carry | André "manajj" Rocha | STREAM | |||||||
| Suporte | Leonardo "Alocs" Belo | STREAM | |||||||
Com fotos de Agência X5











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